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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Amigos-Hamlet Lima Quintana



Os amigos (essa gente tão necessária)—


Tem gente que basta dizer uma palavra

Acende a ilusão e as roseiras;

Que só com um sorriso entre os olhos

Nos convida a viajar por outras terras,

Nos faz percorrer toda a magia.
Tem gente que basta dar a mão

Rompe a solidão,

põe a mesa,

Serve o cozido,

coloca as grinaldas;

Que basta empunhar uma guitarra

Compõe uma sinfonia caseira.
Tem gente que mal abre a boca

Chega a todos os limites da alma,

Alimenta uma flor,

Inventa sonhos,

Faz o vinho cantar

E fica como se nada tivesse acontecido.
E assim vamos apaixonados com a vida

Desterrando uma morte solitária,

Pois sabemos que na volta da esquina

Encontramos gente que é assim TÃO NECESSÁRIA.

Hamlet Lima Quintana

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Saudades!

Saudades,

É o Sentimento mais Angustiante que eu conheço, mesmo quando sabemos que a saudades vai durar pouco tempo.

A saudades pode até ser do tempo que já não volta mais.

E ainda dizem que sentir saudades faz bem, pudera eu, não sentir saudades de nada e ter sempre por perto os que se foram, e poder voltar no tempo sempre que meu desejo se fizesse presente.

Tenho dois dos meus melhores amigos distântes, e tenho saudades do tempo que nos faziam mais próximos.

Saudades...Doida!!!!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

AoS MeUs AmIgOs cOm CaRiNhO!


AMIZADE!!!!!! (Vinícius de Moraes,1913-1980)


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos .Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Não é necessário escrever"


sexta-feira, 25 de abril de 2008

"Amigos"

Loucos e SantosEscolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.Oscar Wilde